Mãe atípica de São João da Barra produz documentário sobre autismo com apoio da Lei Paulo Gustavo



A realidade das famílias atípicas e os desafios diários vividos por pessoas no espectro autista ganham visibilidade em um documentário emocionante produzido em São João da Barra. Intitulado Expectativa x Realidade no TEA, o projeto foi contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e tem como objetivo trazer informação, sensibilização e combate ao preconceito sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O documentário foi idealizado por Damária Magalhães, mãe de Pietro Henryque, uma criança autista não verbal de 6 anos, com nível de suporte 2. Sua experiência pessoal a levou a entender a importância do conhecimento para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao filho e também para combater estigmas que cercam o autismo.

— A expectativa sobre o TEA para quem não vive essa realidade é muito diferente do dia a dia das famílias atípicas. O conhecimento é fundamental para desmistificar o autismo e eliminar preconceitos. Esse documentário é um convite para enxergar além do diagnóstico e compreender os desafios reais que enfrentamos — destaca Damária.

A produção conta com entrevistas com profissionais e familiares que vivenciam o autismo de perto, trazendo relatos e informações essenciais para o público. Entre os convidados estão a neuropsiquiatra Dra. Nathalia Moriguti, a neuropsicopedagoga Rosa Trindade (coordenadora geral do Centro Terapêutico Pedro Machado), além de mães e pais atípicos que compartilham suas histórias e experiências, como Kelly Lisboa e sua filha Videl, Luziane Anta e seu filho Enzo Santana, e Henryque Magalhães, pai de Pietro.

O documentário foi gravado em setembro de 2024 e tem produção de Bryan Santos. A apresentação e locução ficam por conta de Damária Magalhães, que conduz a narrativa com sensibilidade e compromisso com a causa.

O projeto se destaca não apenas por seu conteúdo informativo, mas também por dar voz a quem vive a realidade do autismo no dia a dia. Com a crescente incidência de diagnósticos de TEA no mundo, iniciativas como essa se tornam fundamentais para ampliar o conhecimento da sociedade e garantir que as pessoas no espectro e suas famílias recebam o apoio necessário.

A frase “Conhecimento cura o preconceito” permeia toda a essência do documentário, reforçando a importância de abrir diálogos e construir uma sociedade mais inclusiva.


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